24 maio 20

Globalization Gives Way to the Community of Shared Future

One year on: Xi's 'shared future' idea still resonates with the ...
Currently, many analysts are discussing what the world will become after the COVID-19 pandemic. And opinions are polarized on social networks and in media reports. Under the shadow of uncertainty, we seek answers. From the perspective of the global economy, the data already show a substantial drop in growth forecasts for this year. In this scenario, countries are deliberating measures to be taken to cushion the negative impact of the pandemic on the national economy, employment, and people’s life. But is it possible to resume the path of prosperity without action at the national level being followed by a coordinated global movement as well?
Two contradictory narratives dispute the answer to that question. One points out that the pandemic, as a global public health crisis, reinforces the importance of multilateralism and international organizations, such as the World Health Organization (WHO). The other narrative defends the opposite. It is supported by countries that have taken a more unilateralist stance towards the world. That is regrettably the case of the U.S.A.
24 maio 20

拉美人看疫情系列文章之六:巴西学者高文勇对中国抗疫斗争的看法

Wuhan, o fim do confinamento | Fotogaleria | PÚBLICO

本文作者高文勇(Evandro Menezes de Carvalho)是巴西瓦加斯基金会(Getulio Vargas Foundation)中国研究中心主任。本文摘自其发表在China Daily上的一篇文章。

事实证明,中国抗击新冠肺炎疫情的努力已经取得成效。尽管如此,其他国家仍有人认为中国花费了过长时间才采取行动,但这并不完全正确。我们必须明白,当一种新的流行病威胁出现时,人们难以立即意识到这种危险的发生。当今是医学的时代,也是政治的时代。

虽然此次疫情报告最早发生在湖北省武汉市,但实际上该市的公共卫生委员会在12月31日就向世界卫生组织发出了警报,当时该市只有27例感染病例。1月中旬,中央政府开始采取措施,遏制病毒的传播,开展大规模的医疗保健,还制定规定来追究失职官员的责任。

3月11日,世卫组织总干事谭德塞表示,中国的新型冠状病毒病例将大幅下降。他认为,这是一个“令人印象深刻”的结果。这种成功在很大程度上要归功于中国的治理模式和中国人民。

在国内抗击疫情的同时,中国通过提供医疗用品和派遣专家团队,甚至促进与不同国家的专家举行会议,分享他们抗击疫情的经验,帮助100多个国家。

24 maio 20

Globalização dá lugar à comunidade de futuro compartilhado

Muito se discute sobre o que será do mundo após a pandemia da COVID-19. Há diversas análises e opiniões nas redes sociais e na mídia tratando deste tema. Sob a sombra da incerteza, buscamos respostas. Do ponto de vista da economia global, os dados já mostram uma queda substantiva das projeções de crescimento para 2020. Diante deste cenário, cada país discute as medidas a serem tomadas para reduzir ao máximo o impacto negativo da pandemia sobre a economia nacional, sobre o emprego e as condições de vida das suas respectivas populações. Mas será possível retomar o caminho da prosperidade sem que esta ação no plano nacional seja, também, seguida de uma ação global?

Duas narrativas contraditórias disputam a resposta a tal questão. Uma delas sustenta que a pandemia, como uma crise de saúde pública global, reforça a importância do multilateralismo e das organizações internacionais, tais como a Organização Mundial da Saúde (OMS). A outra narrativa defende o oposto e é apoiada por países que têm assumido uma postura mais unilateralista diante do mundo. Este é o caso, surpreendentemente, dos EUA.

Desde que anunciou a doutrina do “America First”, o presidente Donald Trump tem demonstrado impaciência para lidar com o multilateralismo. As suas atitudes vão desde a abandonar uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e do G7 a retirar-se do Acordo Climático de Paris. Desde 2018, Trump ameaça excluir os Estados Unidos da Organização Mundial do Comércio (OMC) alegando, contrariamente ao que dizem os fatos, que seu país não tem obtido êxito em quase nenhuma disputa comercial travada com a China no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da organização. No ano passado, retirou oficialmente os EUA da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) sob o argumento de que esta agência internacional tem assumido um viés anti-Israel. No ano passado, Washington suspendeu as contribuições financeiras à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). E, mais recentemente, em meio à pandemia da Covid-19, Trump anunciou a suspensão do financiamento da OMS arguindo que a organização teria falhado em relatar a gravidade da situação na cidade de Wuhan, além de acusar que ela estaria “muito centrada na China”.

Com essas decisões e declarações os EUA manifestam sua discordância sobre os rumos da ordem internacional que eles próprios arquitetaram e que havia sido impulsionada na década de 1990 sob o signo da “globalização”.

24 maio 20

Chinese assistance a humanitarian obligation

Coronavírus: sintomas de novos pacientes com Covid-19 na China ...

Artigo publicado no China Daily, em 27 de abril de 2020.

China’s fight against the novel coronavirus outbreak has proved effective. Still, there are people in other countries who think China took too long to act, but this is not entirely true. We have to understand that when a new epidemic threat arises, recognizing the danger is not immediate. There is a time for medicine, and a time for politics.

A book, Le Peur en Occident, written by Jean Delumeau in 1978, reconstructs the social effects of a pandemic. The reconstruction is based on the various epidemic cases in history. The first effect is that of “the denial of the authorities”. The authorities’ neglect to take action is frequent in the history of pandemics. And there are several justifications for that: they do not want to scare the population, they do not want to interrupt relations with the outside world, or even are afraid to face the situation.

Yet though the outbreak was first reported in Wuhan, Hubei province, the fact is that the municipality’s public health committee alerted the World Health Organization on Dec 31, when the city had only 27 cases of infection.

16 fev 20

China transmite lições no combate ao coronavírus

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O inesperado surto do novo coronavírus (Covid-19) na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, é o maior desafio enfrentado pelo governo de Xi Jinping no âmbito doméstico desde que assumiu a Presidência do país em 2013. Em meio a essa fatalidade, a China tem mostrado para o mundo não só a eficiência do seu modelo de governança, mas, também, um senso de responsabilidade à altura de sua grandeza econômica.

Contrastando com o modo como a China lidou com a epidemia da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no fim de 2002, o governo atual agiu rápido e foi transparente na batalha contra o coronavírus. A primeira ação deu-se no âmbito político.

As duas principais lideranças chinesas fizeram o que se espera de governantes sérios diante de uma situação dramática em seu país. De um lado, o primeiro-ministro Li Keqiang foi à cidade de Wuhan para visitar pacientes e médicos e tomar medidas urgentes; de outro, o presidente Xi Jinping reuniu-se, em Pequim, com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ciente da necessária cooperação multilateral. Ambos concordaram com o envio de especialistas internacionais à China para se unir aos colegas chineses e trabalhar na solução da crise e orientar os esforços de resposta global.

Tais atos discrepam dos países cujos governantes são insensíveis às catástrofes ocorridas em seu próprio território ou que desprezam as organizações internacionais.

O mundo parece reconhecer que o modelo de governança da China tem mostrado o seu valor para gerir uma situação de emergência em um país com quase 1,4 bilhão de pessoas.

21 dez 19

Brasil de Bolsonaro e relação com a China

A relação do Brasil sob a presidência do Bolsonaro com a China tem sido um tema presente desde o final de 2018 durante a eleição. O segundo semestre deste ano de 2019 foi decisivo para a relação bilateral em razão da visita do Bolsonaro à China e a do Xi Jinping ao Brasil no contexto da XI Cúpula do BRICS. Em entrevista para a Sputnik pude falar deste tema e, também, da guerra comercial dos EUA contra a China e seus impactos sobre o Brasil. A entrevista pode ser acessada clicando aqui.

 

18 nov 19

Longa entrevista para a CGTN sobre o BRICS (2019)

Compartilho com vocês a longa entrevista que dei para a CGTN (China Global Television Network) no programa Diálogo e que teve como tema a Cúpula do BRICS no Brasil. O programa foi gravado no mês passado em Beijing e está em português e em espanhol. Foi a mais completa exploração do tema que tive oportunidade de fazer na mídia para esta Cúpula. Clique aqui ou na imagem para acessar o vídeo. 

03 out 19

Sobre as manifestações em Hong Kong

Resultado de imagem para hong kong chinaAs manifestações em Hong Kong ganham o noticiário nas mídias ocidentais. Sobre este assunto há diversas visões e muitas delas enviesadas seja por desconhecimento do contexto histórico e atual, seja por estarem comprometidas com certas posições políticas. Tenho procurado expor meu ponto de vista visando esclarecer o que está em jogo a partir dos fatos. A EBC me entrevistou em agosto de 2019 e pude expor minha opinião. Esta entrevista ficou mais completa se comparada a minha participação no Fantástico da Rede Globo. A entrevista está disponível clicando aqui.

23 ago 19

Manifestações em Hong Kong

O Fantástico (Rede Globo) do dia 18 de agosto de 2019 veiculou matéria sobre as manifestações de Hong Kong e que contou com a minha participação como entrevistado. (Assista à matéria clicando aqui). A entrevista, feita em minha casa, demorou quase meia hora. Abordei diversos aspectos e lados da questão. Naturalmente, o tempo de exposição na TV é curto e as falas são inseridas no contexto da narrativa do editor. O tema é complexo e exige muita atenção para não sermos levados à conclusões orientadas por uma predisposição de julgar positivamente ou negativamente a China. No trato deste tema, é importante ter o conhecimento da Lei Básica de Hong Kong e, sobretudo, ter em conta o que estabelece o artigo 1 da Lei: “A Região Administrativa Especial de Hong Kong é uma parte inalienável da República Popular da China”. As manifestações em Hong Kong contrárias à aprovação do projeto de lei de ‘extradição’ devem ser resolvidas pela autoridade de Hong Kong. Mas, caso as manifestações redundem em demandas por independência, o governo central de Beijing poderá intervir com as forças armadas. Esta ação não seria descabida em razão do artigo 1 mencionado. 

Na sexta-feira, 23 de agosto de 2019, dei uma entrevista para a Xinhua News sobre o mesmo tema. Se publicarem a maior parte dos meus comentários, será uma matéria mais completa sobre como entendo esta questão de Hong Kong e espero compartilhar aqui no meu blog.

06 ago 19

O Cinturão e Rota na América Latina e o Brasil

 

No mês de abril passado pude participar, em Beijing, da inauguração do Belt and Road Studies Network(BRSN), um empreendimento do Instituto Xinhua e mais quinzethink tanks, que tem o objetivo de promover estudos e intercâmbios acadêmicos sobre a iniciativa Cinturão e Rota. O evento ocorreu uma semana antes do 2º Fórum do Cinturão e Rota para a Cooperação Internacionalque teve lugar também na capital chinesa e que reuniu 37 chefes de estado e de governo, além de diversas organizações internacionais. Foi, para mim, uma oportunidade para entender melhor o alcance e a importância da iniciativa, bem como a disposição do governo chinês de promovê-la de maneira aberta ao diálogo.

A expressão “Cinturão e Rota” é a forma abreviada do Cinturão Econômico da Rota da Seda e da Rota da Seda Marítima do Século 21. Ambas as iniciativas foram propostas por Xi Jinping durante a sua visita à Ásia Central e ao Sudeste Asiático, no fim de 2013, e visam criar um equivalente do século XXI da antiga Rota da Sedaque data de mais de 2000 anos atrás e que conectava, através de diversas rotas comerciais e trocas culturais, as principais civilizações da Ásia, Europa e África. Mas agora os tempos são outros e a evolução tecnológica pode fazer nascer uma nova rota global da seda.