22 abr 13

Citação – Zhang Yu.

“Eu admito que, por causa da língua ou diferenças culturais, os povos ocidentais aceitam kung fu ou acrobacias com mais facilidade, mas devemos educá-los. Tradicionalmente, os chineses não cresceram com hamburgueres, mas nós ainda amamos McDonalds. Por que não educar o público ocidental para desfrutar da variada cultura e arte chinesas?”  Zhang Yu, Presidente do China Arts and Entertainment Group (CAEG).

22 abr 13

Citação – Zhang Qianfan

“As reformas nas regra de direito da China estão presas a um padrão irônico: boas leis são obstruídas quando implementadas, enquanto às más leis têm sido dada luz verde”. Zhang Qianfan, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Pequim, em seu blog ao tratar dos obstáculos à tentativa de construir o Estado de Direito na China.

22 abr 13

Li Keqiang – mercado e governo

“Nós precisamos deixar para o mercado e para a sociedade o que eles podem fazer de melhor. O governo precisa gerir bem os assuntos que caem sob a sua supervisão”. Li Keqiang, Primeiro Ministro da China.

06 abr 13

Citação Romano Prodi

“Do ponto de vista político, Europa será uma balança indispensável entre China e os Estados Unidos”

Romano Prodi, ex-Primeiro Ministro italiano e presidente da Comissão Europeia

25 mar 13

O Direito em alta na China

Xi_e_Li

A China está sob nova direção. Nos dias 14 e 15 de março, a Assembleia Nacional Popular (ANP) elegeu Xi Jinping e Li Keqiang para os cargos de Presidente e Primeiro Ministro, respectivamente. Na China há troca de comando, portanto. Este fato é tão relevante para o mundo quanto a eleição do Presidente dos Estados Unidos. Afinal, estamos falando da segunda maior potência global que conta com 20% da população do mundo.

12 mar 13

Um direito socialista da concorrência?

Na semana passada teve início em Pequim a 12a Assembleia Popular Nacional (APN). É o momento de o Partido Comunista Chinês fazer um balanço de sua atuação e elaborar um plano legislativo para os próximos cinco anos. Na ocasião, o Premier Wen Jiabao reafirmou o objetivo do governo chinês de perseguir o crescimento econômico apostando mais no consumo interno do que nas exportações ou nos investimentos externos. Quer-se atingir a mesma taxa de crescimento do ano passado de 7.5% e manter a inflação abaixo de 3.5%. Wen Jiabao foi pragmático. Traçou metas que foram consideradas por especialistas chineses como sendo realistas.

China_UnicomO governo chinês tem promovido reformas legislativas graduais e significativas nos últimos anos para alcançar os objetivos de crescimento econômico. O legislador Wu Bangguo, no relatório anual de trabalho entregue aos deputados chineses, sublinhou que a reforma de certas leis está no centro das preocupações do governo. Para este ano, por exemplo, espera-se que a APN delibere sobre os projetos de revisão da Lei do Orçamento, da Lei de Marcas, da Lei de Proteção Ambiental, e supervisione a implementação da Lei de Educação Obrigatória e a Lei de Energias Renováveis.

05 mar 13

CHINGLISH

O idioma chinês é um dos obstáculos principais a ser superado para quem chega na China e quer aqui se instalar. É certo que em Xangai, por ser a cidade mais cosmopolita, há alguma possibilidade de se viver falando apenas o inglês. Mas isto não é desejável para quem quer realmente conhecer e viver a China. Não ter algum domínio do mandarim inviabiliza outras experiências de lugares e convívios sociais, além de criar alguns embaraços. E são inúmeros.

IMG_0840Certo dia entrei em uma pequena e charmosa loja de roupa nas imediação da Nanjing Road e quis comprar um blusão de inverno. Nenhuma das vendedoras sabia falar inglês. Mas a compra foi realizada após muita pantomima. No processo de compra e venda, perguntou-se para quem era o blusão, onde se poderia prová-lo, se a loja aceitava cartão de crédito etc. As vendedoras falavam chinês e eu inglês! Eu poderia até mesmo falar português que o resultado final seria o mesmo: a compra do produto. O fato é que, para esta simples relação de compra e venda, a língua não foi obstáculo. Os gestos e os objetos foram suficientes para salvar a comunicação e fechar o negócio. Mas a falta de um idioma comum tornou tudo um pouco cômico e trágico.

18 fev 13

Por que ‘China’?

De repente o mundo dito ocidental descobre a China. É esta a impressão que temos quando vemos inúmeras notícias a respeito da influência chinesa na Ásia e o impacto de sua economia sobre o mercado mundial. Muitos agora voltam o seu olhar sobre o continente asiático e, em particular, sobre a China com o intuito de entender o que será do mundo nas próximas décadas. Bem ao gosto do capitalismo ocidental diríamos: “a China está na moda”. Mas esta seria, como toda moda, passageira? Em outras palavras, o modelo chinês de sociedade e de organização política e econômica será capaz de atrair o gosto de outros países? Mas este modelo chinês já não seria resultado de uma adaptação ao modelo ocidental capitalista dos países desenvolvidos? A China, assim, seria vítima ou agente neste mercado de ideias sobre como tornar-se um país próspero?

SAM_2681_okA China tem um história milenar. Mas o que faz com que muitos de nós desconheçamos quase tudo sobre a China e sua cultura? Por que anos de educação escolar omitem um lado da história mundial que acontece no continente asiático? É porque nada temos a aprender com a Ásia e os chineses? Claro que não. Se o Brasil pretende exercer algum protagonismo no cenário internacional, conhecer o mundo em toda a sua extensão é um requisito fundamental. E, para isto, é preciso pensar com autonomia e se abrir para o diálogo com outros povos e culturas. Esta troca de visões de mundo é a base de qualquer processo de inovação institucional. Estabelecer relações com quem acreditamos ser diferentes de nós é o primeiro passo para descobrirmos mais sobre nós mesmos.

18 fev 13

China no ano da serpente

Xi Jinping (créditos: Wikipedia)O desconhecimento da cultura chinesa no Brasil é causa de inúmeros equívocos e preconceitos a respeito da vida política e social daquele país. A China é o clássico exemplo do “Outro” que, por ser tão diferente de “Nós”, é preciso fazer um esforço extraordinário para compreender e descobrir que há, neste país, um debate fascinante de ideias e de concepções de mundo que pode renovar o sentido e a prática das relações internacionais contemporâneas. A China é hoje o principal Estado impulsionador das mudanças no sistema internacional em razão de seu peso político, econômico e cultural. Tudo neste país é superlativo. Suas escolhas e decisões interessam ao mundo em virtude do impacto que elas podem ter na política externa e interna de qualquer nação.